Pedroom Lanne
Escritor, Pesquisador e Jornalista

Saga: Adução & Abdução

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Guerra Santa

Por Pedroom Lanne
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A Terceira Guerra Mundial

Seguindo a linha de análise que estabelecemos neste blog desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022, nós já qualificávamos os confrontos na Europa como parte de uma guerra mais ampla, a qual descrevíamos como a Terceira Guerra Mundial. Porém, somente a partir da agressão norte-americana e israelense ao Irã, iniciada em 28 de fevereiro último, jornalistas e analistas militares que igualmente acompanham o cenário bélico da geopolítica mundial têm sido unânimes em afirmar que a Terceira Guerra começou para valer.

Em outras postagens, quando analisamos a Tempestade de Al-Aqsa, em 07 de outubro de 2023, ocasião em que o grupo político Hamas bancou uma incursão no território palestino ocupado e fez mais de 250 reféns entre civis e militares israelenses; do massacre de Gaza e das operações conjuntas envolvendo Israel, Estados Unidos (e a assistência dos países da OTAN) por toda a Ásia Ocidental (Oriente Médio), incluindo a operação conjunta contra os Houthis, do Iêmen, e a queda da Síria, de Bashar al-Assad, pelas forças do HTS – Hay’at Tahrir al-Sham (um braço da Al-Qaeda controlado por EUA/Israel) –, nós já observávamos que todos esses movimentos tinham como objetivo final a derrubada do Irã.

Só falta o Irã

A guerra contra o Irã é o capítulo final da campanha iniciada pelos Estados Unidos, em uma agenda conjunta com Israel, na assim chamada “Guerra ao Terror”, inaugurada pelo governo de George W. Bush, em outubro de 2001, a partir da invasão ao Afeganistão e a ocupação do país por duas décadas, como resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001 (que até hoje suscitam a forte suspeita de que tenham sido ataques de bandeira falsa para justificar a campanha militar empregada a seguir). A “Guerra ao Terror” visava derrubar sete países em cinco anos: Líbia, Iraque, Sudão, Síria, Somália, Líbano e Irã. Um objetivo declarado pelo ex-comandante supremo da OTAN, general Wesley Clark, ainda no mês dos atentados às Torres Gêmeas e ao Pentágono.
(https://www-aljazeera-com.translate.goog/news/2003/9/22/us-plans-to-attack-seven-muslim-states?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt&_x_tr_pto=tc)

Coincidentemente, países alvos de população majoritariamente muçulmana e de grande importância na cadeia mundial energética de abastecimento de petróleo e gás natural, que abrigavam governos hostis aos interesses ocidentais nesse setor, ou seja, que mantinham uma política nacionalista na gestão de suas riquezas energéticas.

A guerra não duraria cinco anos como imaginava o general Clark, e os objetivos norte-americanos começariam a azedar em 2015, quando a Rússia interveio na Síria, impedindo a queda de Bashar al-Assad. A Síria só seria derrubada em 2024. Na trilha dos dominós caídos, à queda da Síria, a única peça ainda de pé que resta no tabuleiro é o Irã. O último obstáculo para que a aliança entre Israel e Estados Unidos obtenham o controle completo do norte da África e da Ásia Ocidental. A queda do Irã também acarretaria no desmantelamento do chamado “Eixo da Resistência”, formado por grupos apoiados pelos persas, especialmente o Hamas, na Palestina, o Hezbollah, no Líbano, e os Houthis, no Iêmen, além de outros grupos muçulmanos xiitas no Iraque e por toda a região.

Todavia, quando chega a vez do Irã, o conflito não acontece mais no âmbito da Guerra ao Terror, e sim da Terceira Guerra Mundial. Por isso, essa nova conflagração na Ásia Ocidental atinge não apenas a nação persa, também ameaça os interesses russos em manter a estabilidade no sul do Cáucaso, bem como os interesses da maior força envolvida neste conflito, a China.

Conforme revelamos anteriormente, a Terceira Guerra é encampada por dois eixos muito claros: o ocidental, liderado pelos Estados Unidos, Inglaterra, Israel e União Europeia (que nos faltou citar anteriormente); e o eixo oriental, liderado por China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. O eixo ocidental ainda conta com a OTAN e os Estados vassalos do Extremo Oriente, entre os mais importantes constam Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. O eixo oriental conta com a simpatia de outros Estados na Ásia, Oceania e África. Nas Américas Central e do Sul, países simpatizantes com o eixo oriental vêm sendo suprimidos, a se notar o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no princípio do ano, e o controle exercido por Washington sobre Caracas, desde então.

Nesse sentido, a queda de Caracas inflou a confiança do governo de Donald Trump, no intuito de repetir a dose contra o Irã e derrubar o regime do Aiatolá Ali Khamenei. Com a Rússia ocupada na Europa enfrentando a OTAN em solo ucraniano, a hipotética queda do regime iraniano, o subsequente controle da Ásia Ocidental e a consequente desestabilização do Cáucaso, no sudoeste da Rússia, abrir-se-iam as portas para o eixo ocidental mover mais uma casa no tabuleiro da geopolítica mundial, em prol de seu objetivo final: a queda de Pequim.

Dada distribuição no tabuleiro global, evidencia-se a importância estratégica do Irã para ambos os eixos. Justo por isso que apesar de o Irã representar a peça que resta a cair na campanha iniciada com a Guerra ao Terror, ao mesmo tempo representa a fronteira limite que China e Rússia, e o próprio Irã como uma civilização militar que se vê atacada por seus inimigos, não podem permitir que seja ultrapassada. A guerra no Irã é o palco onde a Terceira Guerra se depara com a batalha mais decisiva, travada até o momento, especialmente para os Estados Unidos, cuja hegemonia está em cheque com a ascensão da China. Não a toa, nos bastidores, China e Rússia têm prestado toda a assistência ao Irã no enfrentamento às nações do eixo ocidental, e tendem a intensificar essa ajuda com o desenrolar do conflito.

O conflito Irã versus Estados Unidos coloca pela primeira vez duas nações integrantes do eixo adversário em confronto direto. Não é mais uma proxy war, como fora o ataque de Israel, ano passado, na chamada “Guerra dos Doze Dias”. Daí se concluir que a Terceira Guerra Mundial, que em nossa visão havia começado em 2022, está oficialmente inaugurada.

Esses mesmos fatores indicam que a guerra contra o Irã – já nomeada “Terceira Guerra do Golfo” pelos especialistas – deve prosseguir, mesmo que haja um cessar-fogo nos próximos dias. E uma vez que a guerra prossiga, a possibilidade do uso de armas nucleares, especialmente por parte de Israel, não pode ser descartado – especialmente ao se considerar a natureza santa do conflito, que explanaremos a seguir.

Mais uma vitória do Irã

A confrontação na “Guerra dos Doze Dias” já apontava para o cenário atual, em que o recuo de Israel foi meramente estratégico, no intuito de ganhar fôlego para organizar o próximo ataque, desta feita com total apoio dos EUA. Todavia, na prática, esse intervalo surtiu mais efeito para o Irã, que em menos de uma semana de confrontação, derrotou não só Israel e os Estados Unidos, mas colocou abaixo uma política de controle sobre a Ásia Ocidental de mais de 70 anos, instaurada a partir da fundação da ONU, além de minar uma influência que vem desde o domínio britânico na região, após a queda do Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial.

Isso fica claro ao se observar como Irã vem destruindo sistematicamente bases, radares, data centers, centros de inteligência, embaixadas, aeroportos e grande parte da infraestrutura norte-americana nos países do Golfo Pérsico e nos Estados da região, entre aqueles que fornecem suporte para as forças armadas estadunidenses: Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Bahrein. Nesse último, a situação é tão grave que o monarca, Al Khalifa, precisou abandonar o país e uma revolta popular colocou em risco seu reinado no Bahrein – os sauditas precisaram ajudar, enviando tropas de choque para conter os protestos. São países que jamais ostentarão a mesma riqueza dos dias anteriores à guerra – Catar, Bahrein, EAU. Paraísos fiscais que dependiam da paz e da segurança fornecida pelos Estados Unidos para gerarem sua riqueza – e o comércio de petróleo e GNL, de instante inviabilizado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

O caos instalado na região e as incessantes ondas de bombardeios missilísticos do Irã sobre Israel já causaram mais danos ao país hebraico do que na confrontação de doze dias, ano passado; somando-se a impossibilidade dos Estados Unidos de sequer aproximar sua frota naval das águas do Pérsico ou do Golfo de Omã, e de sua força aérea, combinada com Israel, não ter conseguido o controle do espaço aéreo iraniano até a segunda semana de guerra e, não bastasse, terem perdido várias aeronaves e drones de ataque e vigilância nesse curto período; mais de três bilhões de dólares em tecnologia de comunicação satelital e sistemas defensivos destruídos logos nos primeiros dias de combate, e com um custo operacional superior a cinco bilhões por dia (o Pentágono estipulou um custo superior à 50 bilhões de dólares, após uma semana de operações), somado ao fato de o governo Trump não ter atingido seu objetivo de mudança de regime com o assassinato do Aiatolá Khamenei, e sequer possuir um plano de ataque por terra contra o inimigo – isso sem falar nas mortes de soldados norte-americanos e civis israelenses, cujas causalidades totais têm sido censuradas por ambos os países, mas somam-se centenas de centenas –, por fim, além de tudo isso, o regime iraniano continuar de pé e, sobretudo, as forças do país manterem a vanguarda das ações no teatro mais amplo da guerra – contando com um estoque praticamente infinito de mísseis e drones kamikazes –, incluindo os ataques das milícias no Iraque e do Hezbollah, no Líbano, o Irã inflige uma derrota estratégica como os Estados Unidos não sofriam desde o Vietnã. O Tet é coisa do passado, nada se compara a atual contraofensiva iraniana em resposta à agressão conjunta de Estados Unidos e Israel.

Novamente, em questão de dias, desta feita enfrentando diretamente os patrocinadores de Israel, o Irã se interpôs à agenda do eixo ocidental.

Porém, a vitória não é definitiva. Os adversários ainda possuem muita força para manter a pressão sobre o Irã por um longo período, mesmo diante do colapso da economia mundial que uma guerra prolongada na região acarretará. Aliás, em uma análise mais profunda, o colapso da economia seria um dos objetivos dessa guerra, muito além do controle sobre as reservas petrolíferas e da cadeia de suprimentos da Ásia Ocidental – vital para a economia global. Não por menos o fechamento do Estreito de Ormuz, por parte do Irã, torna-se a questão geopolítica mais periclitante deste conflito para o resto do mundo por completo.

A derrota de Trump

Ainda há muita gente discutindo de quem teria partido a ordem para atacar o Irã, operação intitulada “Fúria Épica”: Donald Trump ou Benjamin Netanyahu? Quem comanda a política externa dos Estados Unidos, Washington ou Telaviv? A resposta mais próxima da verdade seria nenhum dos dois e nenhuma das capitais; e a mais correta: os lobbies pró-Israel e do Complexo Bélico Industrial norte-americano, cuja capital se endereça em Wall Street, Nova York.

Em essência, a guerra é financiada pelo capital dos conglomerados financeiros transnacionais anglo-americanos, que controlam todas as empresas que lucram direta ou indiretamente com a guerra, e buscam quebrar as cadeias globais de suprimento para impedir o avanço da China – e conter a Rússia como potência energética. São grandes fundos de ações, entre os quais, os maiores são Vanguard, Blackrock e State Street (conhecidos como “The Big Three”) e o banco JP Morgan, que controlam os grupos financeiros que compõem o “Deep State” (Estado Profundo) e controlam o orçamento (lobby) das forças armadas, entre eles o Complexo Industrial-Militar, (MIC) o setor de extração de petróleo, gás e mineiração (OGAM), e o grupo FIRE, do setor imobiliário e de seguros.

Sem condições de competir com a China no mercado internacional, a única alternativa para o Ocidente liderado pelos EUA é pilhar os sócios da China. Isso pode ser observado na política de total controle da América Latina, com a reafirmação da Doutrina Monroe, que levou ao sequestro de Maduro e ao cerco de Cuba, ainda em andamento. Além desses países, os EUA também retomaram o controle do canal do Panamá, e expulsaram as empresas chinesas que lá operavam. No oriente, o objetivo é minar o avanço das Novas Rotas da Seda chinesas (Iniciativa Cinturão e Rota) e enfraquecer os BRICS+. Não apenas com um ataque direto a um de seus principais membros, o Irã – uma passagem vital para os produtos chineses alcançarem o mercado europeu por terra –, como buscando arrastar outros membros para sua esfera de influência à base da intimidação, como o Brasil e a Índia.

A tática é muito simples: como a China domina todas as rotas do comércio mundial, destruam-se as rotas; esta é a política do capital que financia o conflito. Seu ponto inicial de inflexão se deu na Europa, com a guerra da Ucrânia e o pacote de sanções e boicotes contra o mercado de energia russo, e agora com a quebra da cadeia de fornecimento no Golfo Pérsico.

A persistir a guerra e o bloqueio do Estreito de Ormuz, as consequências econômicas globais serão devastadoras, sobretudo para o eixo ocidental e o próprio Irã, que vem sendo bombardeado diariamente. Notadamente na Europa, onde já se acumulam as dificuldades inflacionárias ocasionadas pelas sanções à energia russa, a crise será enorme. Nesse momento, o conflito contrapõe a força intimidatória do governo norte-americano em impor a guerra aos seus conterrâneos e aos vassalos europeus, contra a resiliência do Irã em manter Ormuz fechado. Nos dois casos, a crise estará instalada.

Outra opção seria o estabelecimento de um cessar-fogo por parte dos EUA e Israel, e a reabertura do estreito, por parte do Irã. Nesse caso, a guerra estará apenas sendo adiada para um terceiro round muito em breve. Ainda assim seria um duro golpe ao eixo ocidental, nesse grande xadrez da Terceira Guerra Mundial. Nesse caso, o caos que o atual conflito no Golfo Pérsico tende a gerar, estaria igualmente sendo empurrado mais para frente. Ao menos até que o eixo ocidental possa se preparar melhor para tentar capitular o Irã.

Para o Irã e seus aliados, especialmente a Rússia, igualmente envolvida na guerra, a dimensão desse conflito é existencial. Com a guerra, ambos já estão em crise, de modo que não seria de seu interesse estratégico – especialmente para o Irã que enfrenta diretamente os EUA – conceder uma pausa para seus adversários reagrupem suas forças e planejarem uma nova investida futura. De modo que nada garante, no momento, que o tráfego naval pelo Golfo Pérsico irá se normalizar tão em breve.

Com a crise mundial, estaria instaurada uma economia de guerra para todos os países do eixo ocidental, abrindo a oportunidade para os bancos “zerarem” o mercado financeiro, e reiniciarem o processo especulativo à partir do caos instaurado nas finanças mundiais, exaurindo o capital fictício desvalorizado nas últimas décadas e sugando verbas do Estado e de outras fontes – como o narcotráfico –, para financiar a máquina de guerra. O prêmio é a vitória e avanço para o Oriente, capturando os mercados controlados pela China. Endividando seus credores, os EUA também solucionariam a questão de sua impagável dívida interna, que hoje alcança a casa dos quarenta trilhões de dólares.

É aí que a confrontação atual começa a ganhar a faceta de Guerra Santa.

A Guerra Fictícia

Em uma análise pouco ortodoxa, o professor Xueqin Jiang, um historiador sino-canadense radicado em Pequim, utiliza a Teoria dos Jogos para prever o desfecho da guerra na Ásia Ocidental, e a subsequente debacle do eixo ocidental que aponta para o fim da hegemonia norte-americana nos ditames da geopolítica mundial.
(https://www.youtube.com/live/0rIgZD-tk3s?si=n2G5z5slgm7N_a2S)

Ao confrontar suas análises com a tática empregada pelo eixo ocidental em sua desesperada tentativa de impedir a ascensão da China como nação-líder do desenvolvimento global – a quebra das cadeias de suprimento –, pode-se afirmar que a Terceira Guerra Mundial em seus dois eixos rivais, trata-se de um confronto entre o capital especulativo de Wall Street, contra o capital estatal chinês, cuja gerência se prova muito superior para trazer desenvolvimento tecnológico e bem-estar social.

Sob esse óculo, esta guerra é um confronto do capital privado contra o capital estatal, ou seja, uma guerra entre os ricos e os pobres – ainda que a China não possa mais ser apontada como uma nação “pobre”. Seria um confronto entre os bilionários que controlam os capitais especulativos, contra os Estados nacionais como entidades representativas do poder popular, cuja melhor expressão de sucesso, hoje, é a China, como potência que controla o maior volume de capital produtivo.

Porém, ao observar os concorrentes nessa disputa, por um lado temos o eixo ocidental defendendo o capital fictício dos mercados financeiros, por outro, o capital produtivo chinês. Daí advém a “ficção” por trás dessa guerra, onde o capital financeiro anglo-americano, hoje liderado pelo clã de Epstein – um clã de pedófilos formado por bilionários, políticos de alto escalão e figuras de grande influência –, vem financiando guerras sustentadas por narrativas completamente descoladas da realidade, ausentes de um propósito que beneficie os países e os povos que sofrem com as decorrências desses conflitos, apenas para retroalimentar o capital que os financia. Uma guerra bancada por um grupo restrito, que controla a política no eixo ocidental – o chamado “Estado Profundo” – e se alimenta dessa orgia genocida contra as pessoas comuns e as próprias vítimas desse canibalismo financiado por Wall Street. Não por menos, essas elites por trás do clã de Epstein são descritas como “satânicas” por seus inimigos – e o Irã descreve os EUA como “Grande Satã”.

Isso explica porque se observa um grupo de jornalistas e analistas atônitos, tentando entender de onde surge o “magnífico” plano de atacar o Irã, assassinar seu líder religioso, enquanto a cúpula governamental estadunidense se limita à justificativas absolutamente fora da realidade. Onde assistimos ao presidente Trump fazer declarações de vitória, perante a mais inequívoca derrota militar sofrida por seu país, possivelmente em toda a história. Mas é fácil deduzir de onde vem a ordem: daqueles que controlam os arquivos de Epstein.

Esse clã controla o capital que lucra com a venda de armas, que especula no pregão entre as altas e baixas do mercado de capitais, controla a mídia, as “Big Techs”, as redes sociais e, sobretudo, cria a narrativa que justifica a chacina que promovem, por exemplo, no massacre de Gaza, ou no contínuo suporte à Ucrânia, uma guerra perdida contra a Rússia, na qual mais de mil soldados morrem todos os dias apenas para que o conflito não termine e se possa infligir o máximo de dano aos russos – enquanto os governos europeus sugam o máximo de impostos para sustentar a indústria bélica, cujo capital possui participação anglo-americana superior a 80%. Capazes de alienar a vontade popular que protesta contra a guerra e sofre com a crise, tanto na Europa quanto na América, exigindo a paz na Ucrânia, em Gaza e agora no Irã.

Nos Estados Unidos, pesquisas demonstram que mais de 80% da população é contra os ataques ao Irã. O presidente Trump foi eleito pela promessa de paz, que em seu governo não haveriam mais guerras. Não obstante à campanha, Trump já entra para a história como o presidente que mais bombardeou diferentes países desde o George W. Bush, superando Barak Obama, o que demonstra como a classe política não tem controle sobre as decisões mais fundamentais da política interna e externa do país.

No campo opositor da Guerra, não há um grupo de bilionários e políticos que possa ser descrito como um clã, embora o clã epsteiniano classifique seus adversários como o “eixo do mal”. No eixo oriental, existe um conjunto de países que lutam para exercer sua autoafirmação e não estão dispostos a fazer concessões que comprometam sua soberania. É a confrontação de um cartel transnacional de bancos que controla totalmente a política no eixo ocidental, contra os estados soberanos do eixo oriental nos quais o capital é controlado, majoritariamente, pelo Estado.

São duas visões de mundo distintas, o way of life norte-americano contra quaisquer outras filosofias de gestão que confronte a visão ocidental. O cerne dessa questão é a destruição do poder estatal em detrimento ao poder privado, e aqueles Estados que resistem são tachados de ditatoriais ou autocratas. Do ponto de vista ideológico, trata-se de um confronto de uma visão globalista, que impõe a supressão cultural dos países à cultura norte-americana “democrática hollywoodiana”, contra o nacionalismo e a identidade de cada país e suas próprias expressões culturais.

Tomando a religião como uma expressão cultural, observa-se o ataque ao islamismo como um prato cheio para o globalismo destruir a identidade dos países muçulmanos, sendo o Irã um de seus grandes bastiões.

Guerra Santa

Muitos analistas militares comparam o momento atual da confrontação bélica mundial, a partir do ataque de EUA e Israel ao Irã com a invasão da Polônia pelas forças nazistas de Adolf Hitler, em 1939, embora outros prefiram lembrar de Pearl Harbour, ocasião em que o Japão executou um bombardeio de surpresa à base norte-americana no Havaí, em 1941, tragando os EUA para a Segunda Guerra Mundial. Todavia, é a dimensão escatológica da guerra promovida por Israel que melhor define o confronto mundial em andamento. Nesse aspecto, a guerra atual se parece mais com a Guerra dos Trinta Anos, travada na Europa, no século XVII, entre 1618 e 1648.

A Guerra dos Trinta Anos foi uma confrontação de cunho religioso, travada entre católicos e protestantes, em um tempo em que as próprias escrituras sagradas eram interpretadas como a Lei que regia as monarquias que reinavam no período, muito além da fé popular que separava os grupos étnicos e religiosos que se confrontaram. Estima-se que a guerra ceifou mais de oito milhões de vidas, cerca de 10% da população europeia nesse recorte histórico, ou seja, um massacre sem precedentes ou sucessores históricos. Um massacre tão grande, que após os conflitos, as nações se reuniram para criar um conjunto de regras e leis que pudesse prevenir ou impedir novas conflagrações da mesma natureza. Nascia aí o chamado Direito Internacional.

Aqui temos a primeira dimensão que remete à religiosidade por trás desse conflito, a partir do instante em que os governos dos Estados Unidos e de Israel abandonam o Direito Internacional e infringem as regras da ONU, ao promoverem sua agenda bélica. Trump chegou a declarar publicamente que os Estados Unidos “não precisam do Direito Internacional”, que a sua própria moralidade é o único Direito que precisa. Além disso, retirou a verba de seu país da ONU e passou a ignorar qualquer resolução da entidade. Ou seja, Trump e seu aliado de Israel, o primeiro-ministro, Netanyahu, retroagiram ao momento histórico anterior à Guerra dos Trinta Anos, quando nenhuma lei internacional regia a interação entre as nações, e as escrituras sagradas interpretadas por seus monarcas compunham a única justificativa para suas ações. Uma motivação santa, que não difere das justificativas do governo israelita ao promover suas ações militares sobre os povos vizinhos da Ásia Ocidental.

Circulou pela Internet, logo após o início das hostilidades contra o Irã, um vídeo de um comandante das forças norte-americanas “ungindo” seus comandados para se prepararem para doar suas vidas em uma Guerra Santa contra o Irã. Citando o Livro das Revelações, o comandante afirma que o conflito no Irã levaria o mundo ao Apocalipse previsto na Bíblia, marcando o retorno de Jesus Cristo à Terra. Donald Trump seria o emissário divino encarregado dessa tarefa, afirmou. (https://myemail.constantcontact.com/MRFF-Inundated-with-Complaints-of-Gleeful-Commanders-Telling-Troops-Iran-War-is--Part-of-God-s-Divine-Plan--to-Usher-in-Return-o.html?soid=1101766362531&aid=3OTPFAZxIrI)

Em outro vídeo, é o próprio Donald Trump quem recebe uma benção no salão oval da Casa Branca, de vários líderes religiosos. Essas duas situações são bastante emblemáticas ao que tange a dimensão escatológica dessa guerra, e não são fatos isolados. Outras denúncias similares de militares norte-americanos têm vindo à tona, inclusive de soldados que estão servindo na guerra.
(https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/06/em-meio-a-guerra-lideres-religiosos-oram-por-trump-no-salao-oval.ghtml)

Naturalmente, por parte dos israelitas a interpretação bíblica é outra. O Apocalipse não precederia o retorno de Jesus – que não é reconhecido como messias pelos judeus –, mas revelaria o verdadeiro messias judaico. Mas para que o messias se revele, pelos ensinamentos da Torá, será necessário derrubar a Mesquita de Al-Aqsa – um dos locais mais sagrados do Islã –, localizada em Jerusalém, e construir o terceiro Templo de Salomão em seu lugar, segundo rezam as profecias. Isso permitirá aos judeus construírem sua nação, a “Grande Israel” do rio ao mar, cujo mapa o primeiro-ministro de Israel chegou a mostrar em uma sessão da ONU.
(https://fepal.com.br/tel-aviv-executa-o-plano-da-grande-israel/)

Por mais que isso pareça insano, existe uma elite de judeus sionistas que acreditam piamente nisso, influentes e poderosos o suficiente, não só para angariar uma legião de seguidores capazes de acreditar e realizar esse “plano divino”, mas também para manipular lideranças e crentes evangélicos do cristianismo para se juntar a essa missão, sob a crença de que a guerra em Israel trará Jesus de volta ao plano dos homens. Seriam esses sionistas que controlam os arquivos de Epstein, e haveriam manipulado Benjamin Netahyahu e Donald Trump para iniciarem a guerra contra o Irã.

Neste ponto, retornamos à previsão do professor Xueqin Jiang, na qual especula que o governo de Israel bancaria um movimento de bandeira falsa, bombardeando a Mesquita de Al-Aqsa, mas atribuindo o atentado ao governo do Irã. À destruição da mesquita, seguiria a acusação de que o Irã usaria o atentado como pretexto para perseguir e exterminar todos os judeus. Para se defender dos iranianos, Israel teria uma justificativa sagrada para o uso de armas nucleares, criando, assim, o Apocalipse bíblico que libertaria o povo hebreu pela revelação de seu verdadeiro messias. Da parte do Irã, a destruição da mesquita geraria uma Jihad contra a Israel, à qual todos os muçulmanos teriam o dever divino de destruir a nação hebraica.

Mas enquanto essa previsão não se torna realidade, se vier a se tornar realidade, de prático, temos a mais recente fatwa (lei islâmica) promovida pelo novo Aiatolá iraniano, Mojtaba Khamenei, que decretou Jihad contra Israel. Todavia, essa nova lei religiosa se limita aos xiitas, não às demais vertentes do islamismo, diferentemente do que seria uma Jihad motivada pela destruição da Mesquita de Al-Aqsa.
(https://theaidem.com/en-irans-new-supreme-leader-mojtaba-khamenei-what-he-brings-to-the-global-arena/).

Essa é a dimensão escatológica da confrontação atual na Ásia Ocidental, que faz desse conflito uma Guerra Santa.

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Referências

COUTINHO, Marco. O xeque-mate energético de Putin: a crise do Golfo como arma geopolítica (palestra). Canal da Geopolítica: 11/03/2026 in https://www.youtube.com/live/8CduTG2nrNw

CROOKE, Alastair. El asesinato del líder y el efecto dominó: la región se sumirá em el caos? (podcast). Judging Freedom: 03/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=HNQwAlfEkXg

CROOKE, Alastair: A estratégia do Irã – Expulsar os EUA do Oriente Médio (entrevista). Glenn Diesen Português: 04/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=GBH24clm8cI

ESCOBAR, Pepe. A guerra que define o século XXI (entrevista). TV 247: 07/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=SnH5fxCVc8Y

FERREIRA, Wilson R. Vieira. Deep State e Great Reset global fazem hipernormalização da guerra na Ucrânia (artigo). Cinegnose: 04/03/2022 in https://cinegnose.blogspot.com/2022/03/deep-state-e-grande-reset-global-fazem.html

FRIEDE, Reis. A Ofensiva do Tet (30 de janeiro a 23 de setembro de 1968). Velho General: 29/03/2023 in https://velhogeneral.com.br/2023/03/29/a-ofensiva-do-tet-30-de-janeiro-a-23-de-setembro-de-1968/

HUDSON, Michael. O capitalismo rentista e a ilusão do crescimento (talk show). Resistir.info: 07/05/2026 in https://resistir.info/m_hudson/c_rentista_07mar26.html#nr

JABBOUR, Elias. Elias Jabbour explica o papel da China na guerra dos EUA contra o Irã (entrevista). Arte da Guerra: 12/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=um7thntdspk

JOHNSON, Larry. Analista de la CIA Larry Johnson revela la verdad sobre la guerra con Irán (entrevista). Cyrus Janssen en Español: 09/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=m7V8puT1io4

KRAPIVNIK, Stanislav. Cooperação Rússia-Irã e a escalada na Ucrânia (entrevista). Glenn Diesen Português: 08/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=b_xltE00ao8

LATERZA, Rodolfo Q. Mísseis de última geração: o Irã ainda vai usar suas melhores armas? (entrevista). Arte da Guerra: 03/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=XotDhdUQyWs

MACGREGOR, Douglas. A guerra com o Irã está longe de acabar (entrevista). Cyrus Janssen em Português: 12/03/2026 in https://www.youtube.com/live/46G_xaV6ehA

MARANDI, Mohammad e ESCOBAR, Pepe. Iran hits CIA base & THAAD – Has Trump lost the war? (talk show). Danny Haiphong: 05/03/2026 in https://www.youtube.com/live/Nsd2E2BRnAA

MEARSHEIMER, John. Next move in Iran, U.S. causing insurrection (entrevista). Daniel Davis / Deep Dive: 04/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=K7dz4QE8VG8

POSTOL, Theodore. A farsa da defesa antimísseis revelada na guerra contra o Irã (aula). Gleen Diesen Português: 09/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=hHWYDIBvfrQ

RITTER, Scott. Irã devasta Telaviv, morte de Khamenei sai pela culatra para Trump (entrevista). Danny Haiphong em Português: 02/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=yxzFgTt8BLI

SACHS, Jeffrey. Estamos nos primeiros dias da Terceira Guerra (entrevista). Glenn Diesen em Português: 08/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=qMi-53VNwyA

SANTOS, Linnequer. Irã vs. Trump & Bibi: a resposta iraniana (especial Resplendor Final). Flecha Mura: 02/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=XAzsHL5vHYQ

SANTOS, Linnequer. Irã vs. Trump & Bibi: escalada de hoje e consequências econômicas. Flecha Mura: 03/03/2026 in https://www.youtube.com/watch?v=O9YgQn7PhaQ

The Palestine Chronicle (site). 10/03/2026 in https://www.palestinechronicle.com/

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Leia também:
Pedroom Lanne Blog – Geopolítica
https://pedroomlanne.blogspot.com/search/label/geopol%C3%ADtica

13 de março de 2026

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Lançamento
Trilogia Guerra Atômica

A nova sequência de contos da Coleção Guerras Alternativas, a "Trilogia Guerra Atômica" : Um Tal Coronel, Um Certo Ufólogo e Uma Guerra Atômica. A trilogia expõe a trama fantástica que puxa a história para o presente e coloca os protagonistas em ação, delineando as consequências de sua relação com uma matéria que foge dos parâmetros racionais da sociedade terrena do século XX.

A Coleção Guerras Alternativas é uma série de contos de história alternativa e ficção científica, envolvendo uma trama internacional e o embate entre grandes nações. Uma narrativa que aborda diferentes guerras do século XX, da atualidade ao futuro longínquo. Uma narrativa que te leva ao além para compreender o contexto das guerras de uma criatura nada fantasiosa chamada homem – e talvez se hilariar durante o processo.

Tudo se iniciou na publicação de um simples conto, em 2017, intitulado Uma Segunda Guerra, somente em 2024 somado a duas inéditas publicações que deram origem à coleção: os contos Uma Guerra Fria e Uma Outra China.

Na sequência dessa primeira trilogia, em 2025, segue-se outra, com os três contos abaixo, apresentando os personagens que dão vida a uma narrativa muito além da visão geopolítica alternativa, descrita nos três primeiros contos, e um desfecho estrondoso.

Um Tal Coronel

Um Certo Ufólogo

Uma Guerra Atômica

Um Tal Coronel
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Um Certo Ufólogo
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01 de março de 2026

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Poesia
O Julgamento


18 de janeiro de 2026


Adendo
Retrospectiva Adução & Abdução, o Épico Alienígena: 10 anos - Addendum
Assista, deixe seu like/dislike e não esqueça de fazer seu comentário, dizendo o achou, gostou ou não gostou. Aproveite para se inscrever no canal.

O adendo da retrospectiva revive alguns momentos paralelos que não poderiam ficar de fora desse período retratado nos vídeos anteriores. Foca o lado sombrio tanto quanto poético do autor Pedroom Lanne, e revive colegas e amigos, fatos e eventos, que não haviam sido até então retratados.

Retrospectiva - Moving Foward

Depois da retrospectiva de 10 anos de lançamento da saga ADUÇÃO & ABDUÇÃO, O ÉPICO ALIENÍGENA e o retrato da jornada do autor da última década, este teaser mostra o O QUE VEM PELA FRENTE em sua interminável saga...

Todos os vídeos

PLAYLIST COMPLETA da RETROSPECTIVA de 10 ANOS de lançamento do primeiro livro da maior saga de ficção científica dos últimos tempos: ADUÇÃO & ABDUÇÃO: O ÉPICO ALIENÍGENA, pelo canal do autor no Youtube.

Saiba mais sobre a saga no site oficial do autor:
http://www.pedroom.com.br

Compre os livros pela Amazon, no link do autor:
https://www.amazon.com.br/stores/Pedroom-Lanne/author/B00O2TYXG2

A saga ADUÇÃO & ABDUÇÃO: O ÉPICO ALIENÍGENA completa, impressa:
Livro 1: Adução, o Dossiê Alienígena
Livro 2: Abdução, Relatório da Terceira Órbita
Box: A conclusão do relatório da terceira órbita (2 livros):
Livro 3: Abdução, Contato de Terceiro a Quinto Grau
Livro 4: Abdução, Clonagem Experimental Humana
Livro 5: Abdução, O Epílogo da Epopeia Terrestre

A saga completa em ebook (9 episódios):
- Disponível para compra com 1 click pelo AMAZON KINDLE, pelo link da coleção: https://www.amazon.com.br/dp/B092RG4F48


05 de janeiro de 2026

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Últimas de 2025
Retrospectiva Adução & Abdução, o Épico Alienígena: 10 anos
Assista, deixe seu like/dislike e não esqueça de fazer seu comentário, dizendo o achou, gostou ou não gostou. Aproveite para se inscrever no canal.

Acima, o vídeo completo da RETROSPECTIVA de 10 anos de lançamento do primeiro livro da maior saga de ficção científica dos últimos tempos: ADUÇÃO & ABDUÇÃO: O ÉPICO ALIENÍGENA.

O vídeo rememora as produções, os eventos e feiras, os vídeos e booktrailers, os colegas e colaboradores, os *ufãs* e leitores, as dicas e gafes, enfim... TUDO sobre o autor e sua obra, desde o lançamento do primeiro livro da saga, ADUÇÃO, O DOSSIÊ ALIENÍGENA, em 2015, até a mais recente publicação, em 2025, do quinto tomo da série: ABDUÇÃO, O EPÍLOGO DA EPOPEIA TERRESTRE.

De uma simples novela a um extenso romance, este é o vídeo definitivo para qualquer navegante, seja de primeira ou próxima viagem, depreender o universo da saga criado pelo autor, pelas palavras do próprio e do feedback de seus fãs e leitores, também manifestado no vídeo. 10 anos de dedicação, cinco livros publicados e mais de três mil páginas escritas, compilados num único documentário, retrato fiel da jornada vivida por Pedroom Lanne neste período, sobretudo, com muita diversão e humor.

Importante relato para o leitor que quer saber mais sobre a atmosfera da obra e o pensamento do autor, incluindo suas glórias e frustrações, suas fontes de inspiração e referências, as canções, os filmes e livros, as críticas pontuais e profundas reflexões sobre o universo fantástico de sua criação e a realidade do mundo atual, entre aquelas "coincidências" que unem fato e ficção, história e narrativa.

Além de tudo isso, como sempre, é mais um vídeo recheado de mensagens subliminares para aquele observador mais atento captar e buscar desvendar qual a sua relação com a história narrada e com sua própria visão mundo.


31 de dezembro de 2025


Ebooktrailer
O Epílogo da Epopeia Terrestre

Booktrailer oficial de apresentação do livro O EPÍLOGO DA EPOPEIA TERRESTRE, quarto episódio da série Abdução, quinto tomo da saga Adução & Abdução, o Épico Alienígena

Um booktrailer longo, para uma saga longa. Em 2025, completando 10 anos de escrita e ainda longe do fim. Não obstante, eu, Pedroom Lanne, escritor, além desse longo romance com a literatura fantástica de ficção científica na última década, mas também como criador e editor de todos os booktrailers anteriores de apresentação dos livros e ebooks publicados, incluindo os contos derivados da saga, modéstia à parte, ouso dizer que este é o melhor booktrailer que já produzi. Diria até que é um booktrailer para ser usado como referência para criação de vídeos do gênero, muito além da mensagem que shorts e reels são capazes de passar.

Um vídeo que introduz o leitor à atmosfera do novo livro e o contextualiza como parte da saga, apresentada na parte final. Também, como sempre, recheado de mensagens subliminares tanto em relação à história quanto a realidade à nossa volta.

O Epílogo da Epopeia Terrestre é uma história de ficção científica, um space opera sobre vida alienígena, envolvendo uma trama bem terrena e uma temática sobre história alternativa. Uma das poucas obras de ficção não apenas com elementos científicos da Física, Astronomia – incluindo a Ufologia –, Biologia, Robótica ou da Psicologia , mas da História e, sobretudo, da Geopolítica.


07 de dezembro de 2025

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